Galinha que segue pato

Há pessoas que reclamam, o que não estão erradas na ação dos que fazem isso, do sistema milionário em vive os “guias espirituais” de nossa sociedade. Vão além de bolsas, botas, relógios, canetas de valores exorbitantes para um cidadão comum que trabalha de maneira ordeira. Um pastor que usa um relógio com um valor de mais de 90.000,00 (noventa mil) reais é, de longe, uma afronta ao trabalhador salariado que arca com o custeio de uma família com 04 (quatro) pessoas no ambiente da casa. Mas, há, numa relação lógica, os de cima, porque existem os de baixo, vice-versa. Dizem, os de cima, deter os mandamentos de Cristo Jesus. Eles, os de cima, ficam e vivem no melhor que existe para viver, enquanto a maior parte, os de baixo, mantêm, cegamente, esse luxo/lixo. Trocadilho bacana. Como se dizem seguidores que de Cristo Jesus, se o mandamento do próprio foi: “Mas Jesus lhe respondeu: ‘As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça’” (Mateus 8,20). E, acrescentou:

Então Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois, quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. Com efeito, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que um homem pode dar em troca da sua vida?” (Mateus 16, 24-25).

Manter-se-ão com sacrifícios de muitos. Colocando mais pesos sobre a vida dos que são explorados, permitem e defendem, por eles e elas. “Amarram pesados fardos e os colocam no ombro dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los, nem sequer com um dedo” (Mateus 23, 4). Dá-me a sensação de que “O que aconteceu, de novo acontecerá; e o que se fez, de novo será feito: debaixo do sol não há nenhuma novidade” (Eclesiastes 1, 9).

Famílias vivem do básico, outras sobrevivem a duras custas, há pessoas nesse modismo bilionário de cantores, cantoras gospel. Numa canção a letra da canção do padre Zezinho, lá ele compõe: “o amor virou consórcio, compromisso de ninguém”, atualmente, afirmo: “a religião virou consórcio, compromisso de quase ninguém”.

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Na nossa realidade…

Não se precisa ir a uma região fora de nosso país, em local longínquo com pessoas sofredoras para sermos prestadores da autêntica caridade. Às vezes, ou sem sua maioria, na nossa realidade ambiental é verossímil que tenha alguém que precisa de mim. Com isso, faz-se valer o imperativo de Cristo Jesus: “O Reino de Deus está próximo de vós” (Lucas 10,9). Não vivamos de ideais, mas sim de realidade, daquela que compartilhamos no ordinário do dia a dia. Sejamos executores da ordem de Cristo Jesus. No Reino de Deus, penso, que não tenha pessoas que padeçam do básico para ter uma vida digna de pessoa humana. A justiça divina é dar ao outro o que ele precisa, independente se eu goste ou não. Devemos perguntar se precisa e não se merece. Quando pergunto, se pergunto, se merece, implica não necessidade, mas nas minhas vontades correspondidas. Não nos esqueçamos que “O Reino de Deus está próximo de vós” (Lucas 10,9).

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Punhal

Freud escreveu o mal-estar na civilização em 1929 e publicado em 1930. Na obra, Freud como a nossa inclinação para a nossa hostilidade contra o outro e a cultura. Podemos acrescentar, diminuir, o que não terá como é deixar de reconhecer esses conceitos assertivos em Freud. Vimos nos meios de comunicação responsáveis, a trama chamada de “punhal amarelo”. Chamou-me atenção esse nome, pois lembra na história uma condecoração nazista, como umas das maiores. O punha nazista era dado ao membro que se destacasse nos moldes dos preceitos nazistas. Pois, é. Quando mais brutal e escarnecedor, era condecorado. Reclama-se muito, e deve sê-lo, das atrocidades cometidas pela ação nazista. Percebo que hoje, também, tem-se variadas correntes nazistas. Chamamos de nazistas, mas seria chamarmos de humanas, pois pertence ao humano em época diferente. Bem pontuara Augusto Comte.

Comte defendia que a humanidade evolui através de três estados: teológico, metafísico e positivo. A ideia central é que o conhecimento e a organização social passam por essas fases, com o estágio positivo sendo o ápice da evolução, onde a ciência e a observação racional predominam. A frase, portanto, reflete a ideia de que a natureza humana permanece a mesma, mas as formas de pensar e organizar a sociedade mudam com o tempo, conforme avançamos pelos estágios de Comte (AI do google).

Tomemos cuidado para “arrotar” ser uma pessoa de bem e defendermos, até inconscientemente, princípios que aniquilam os outros. Uma sugestão: estudar com profundidade e seriedade essa obra de Freud.

Zezinho

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Hum… que xêro!

Hoje, dia 11/07/2025, uma sexta-feira, dia da feira livre da minha mater-trópole (grifo meu). Feira livre, para mim, evoca momentos, circunstâncias que nenhuma rede social chegará perto em descrever, muito menos, vivenciar. Dia em que diversas pessoas da zona rural, penteia-se e coloca-se perfumes diversos. Nesse universo dos odores, uma senhora passou de frente a mim com um cheiro daquele perfume forte, chamado na minha infância de “espanta nigrinha!”. Por questões de instantes fui levado, por via do odor, a vivência de um período de minha vida em que acertos e compras se faziam no dia da feira. Nesse caso específico, aos sábados. Pois venho do distrito de Salgadália, era e permanece ainda aos sábados. Levávamos para casa, carnes frescas da região das cabeças do boi e ubre. Depois narrarei a diversão de comer ubre frito, o qual se esfriasse talharia, ensebava, em nossos lábios. Voltando ao odor do tabu, o nome da colônia. Remeteu-me aquelas mulheres que no dia de sábado, lavavam o cabelo, colocava batom nos lábios e espalhavam nas bochechas, acredito para transparecer sadias, pois ficavam mais vermelhinhas, coradas.

Tenho o prazer de ter vivido antes e vivendo o durante essa era dos likes. Like do inglês que seria para nosso português, gostar. Quando alguém clica no like, entende-se em teoria, que a pessoa tenha gostado da publicação. Tornou-se a manifestação hodierna de amar. Não sei como, mas é o que está aí. Se vivi antes e vivo durante, significa que a transição eu, também, vivi. Não relato mediante saudosismo ou nostalgia. Simplesmente, pela constatação. Mas, admito, não tínhamos tantos ansiosos como na atual sociedade. O “espanta nigrinha” de hoje, fez-me visitar tempos que as fotografias e likes não entendem e não vivem. Confunde-se e muito na atual conjuntura, receber curtidas com gostar ou não de mim. Reles ilusão das curtidas. Têm que ter coisas que a fotografia na estanca nelas, momentos que só pertencem as vivências. O “espanta nigrinha” tem memórias e puxam as minhas, arrebatam-me. Fui para além do estar corpóreo. Hum… que cheirinho, um xêro!

José Roberto

Zezinho

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Discernir

Mateus 7,6

6Não deem aos cães o que é santo, nem atirem pérolas aos porcos; eles poderiam pisá-las com os pés e, virando-se, despedaçar vocês.

Precisamos, primeiramente, aguçar nosso senso de discernimento entre o certo e o errado, não se trata de moralismo. É uma atitude a fim de observar e não de cobrar dos outros, quem não desenvolveu o senso de discernimento. Queremos que “bambu dê garapa”. “Caldo de cana ou garapa é o líquido extraído da cana-de-açúcar no processo de moagem” (https://pt.wikipedia.org/wiki/Caldo_de_cana). É impossível dar pérolas aos porcos para que eles deem o devido valor atribuído a elas que nos damos. Daí, não se deve esperar um bom fruto de uma árvore diferente do que ela pode “ofertar”. Exemplo: De mangueira espera-se manga e não laranja.

Há pessoas, infelizmente, que não aguçou tal senso, sabe-se que não se dar o que não se tem. Um ser amorizado oferta amor, um ser odeizante nutre-se de ódio.

Claro, quem tem o senso crítico evoluído não torna a pessoa melhor do que a pessoa que não evoluiu, óbvio que verá a vida sob novo prisma. É um ser que sabe o porquê da vida. Viver é compreender que vive. É compreender e respeitar o que está ao redor, um elemento. Não o melhor, nem o pior só um membro.

Assim, a nossa vida diz respeito a estar como um ser no meio de tantos. Não ofertamos e nem queremos dos outros o que não temos.

Não demos pérolas aos porcos. Quem são os porcos? Nós ou os outros? Ambos?

 

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Ô coisa, coisada

Ontem, 30/12/2024, estava assistindo ao DVD do show do cantor João Gomes, ao vivo em Recife, PE. Adorei seu timbre de voz, como também, as participações especiais, as quais sinalizam e simbolizam as minorias e um senso crítico da atual conjuntura social. Na letra da música “Eu tenho a senha” de João Fernando Gomes Valério. Percebi um soar sem sexismo ou mesmo machismo, uma labuta, diferentemente do que ouvi outro dia, na qual estava na composição: “Hoje eu levantei da cama, tomei meu café. Dei um beijo nas criança, eu coisei com a muié. Tudo isso foi de graça, irmão. As coisas boas são de graça, irmão”. [sic]. E continuava “pra que a gente consiga comprar um mé, o leitinho dos menino. E o Modess da muié’, o resto é só fé”. [sic]. Nada contra o gosto médio segundo Ariano Suassuna, pior que o mal gosto, concordo. Jesus disse isso em outras palavras: “Conheço sua conduta: você não é frio nem quente. Quem dera que fosse frio ou quente! Porque é morno, nem frio nem quente, estou para vomitar você da minha boca. Você diz: ‘Sou rico! E agora que sou rico, não preciso de mais nada’. Pois então escute: Você é infeliz, miserável, pobre, cego e nu. E nem sabe disso” (Apocalipse 3,15-17). Parece inofensivo e sem intenção, mas propaga a ideia do homem como esteio e a mulher apenas com a lida da casa, a qual exige muito esforço físico e psíquico. Perpassa, essa ideia na letra da canção “só fé”; a supremacia faliana, se assim posso chamar. Não devemos levar à frente ideias de um sexo acima do outro, mesmo que inocentemente. Podem dizer: “ele não pensou assim”, mas, acredite, fortifica a mentalidade de que a mulher fica em casa sem fazer nada, só gasta o dinheiro do marido. A lida da casa vejo-a como empreender muito esforço: cozinhar, arrumar, lavar, cuidar de criança, se tem. Ufa! O marido chega do trabalho diz que estar morto de cansado, não faz mais nada e a mulher o dia inteiro. Reflitamos o que levamos à frente, mesmo que sem “intenção”. “Levanta cedo pra labuta que eu tó pronto. Eu muito conto com meu Deus que tá no céu. Eu tenho a senha pra correr em todo canto. Humildade e a disciplina dos sermão que mãe me deu”.
Zezinho

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